Arquivo do mês: fevereiro 2011

extremamente alto & incrivelmente perto.

Extremamente alto e incrivelmente perto.

Entrei em contato com esse livro graças a recomendação de uma amiga e assim que fui atrás de mais informações, senti que a segunda obra de Jonathan Safren Foer (autor de Tudo se Ilumina) tinha tudo para me agradar.

Oskar Schell é um garoto de 9 anos que perdeu o pai nos atentados de 11 de setembro. Mas ele é muito mais do que isso. É inventor, colecionador de borboletas que tiveram morte natural e fã dos Beatles. É inteligente, talvez um prodígio. Não gosto de prodígios, na verdade, e prefiro não classificá-lo assim.

Jonathan Foer desenvolveu a obra em dois tempos paralelamente; a história de Oskar, narrada pelo próprio garoto, que se passa no começo da década passada, e a de seu avô, contada através de cartas que que ele escreveu ao seu filho (pai de Oskar). Ambas tem em comum a marca de uma tragédia, já que se o protagonista teve de encarar a perda de seu pai, que estava no World Trade Center no fatídico dia do ataque, seu avô é um sobrevivente aos ataques a Dresden durante a Segunda Grande Guerra, que lhe deixou cicatrizes (do pior tipo, as que não são físicas) para o resto de sua vida.

Ambas histórias são boas e funcionam muito bem, se complemetando, mas o que realmente salta aos olhos são as aventuras de Oskar por toda Nova York. O menino tinha uma relação muito próxima com seu pai, com quem passava muitas e muitas horas, seja procurando erros no New York Times ou simplesmente passeando no Central Park. Após a morte do pai, Oskar encontra um vaso no quarto de seus pais, na parte em que o ente falecido guardava seus pertences. Dentro dele, o garoto acha um envelope com a palavra Black escrita e uma chave. Pensando ser mais um jogo entre os tantos que o pai fazia com ele, Oskar passa a realizar uma jornada pelos cinco distritos da Big Apple para tentar descobrir, afinal, o que a chave abre. É durante essa aventura que não tive nenhuma vontade de parar de ler, apenas de continuar pelas próximas páginas – e também de conhecer Nova York, brilhantemente ambientada pelo autor.

A capa do livro de Jonathan Safran Foer é toda bacanosa 🙂

Extremamente Alto traz alguns experimentos gráficos em suas páginas. São imagens muito bonitas, que não estão ali apenas para ilustrar a situação, mas sim para acrescentar algo a experiência da leitura. O design do livro é um tanto interessante e ajuda a ambientar o leitor na jornada dos Schell, atingindo o ápice, na minha opinião, quando o acontecimento que dá nome ao livro é desenvolvido no apartamento do Sr. Black, vizinho de 103 anos que inicia uma relação de amizade com Oskar.

Raramente tive uma experiência tão imersiva com algum personagem. Ao final do livro, me senti como se conhecesse Oskar profundamente; como se o menino fosse um grande amigo meu. Amizade essa facilitada pela empatia que desenvolvi com o garoto ao longo das mais de 300 páginas, que trazem não apenas características da criança, mas de todo o mundo que está inserido. Após alguns poucos capítulos, você já está familiarizado com suas invenções a todo instante, sua paixão pelo francês, suas visitas ao apartamento da avó e suas expressões como “com as botas pesadas”. A personalidade de Oskar é assimilada inteiramente pelo leitor, que entra na atmosfera criada por Foer – e esse é o grande trunfo deste viciante livro.

Quer saber? Resumindo tudo que eu escrevi acima: faça essa favor a você mesmo e leia.


Yoñlu

“Eu acredito que a cadência e a harmonia certas no momento certo podem despertar qualquer sentimento, inclusive o de felicidade nos momentos mais sombrios”

(Yoñlu)

O tempo pode ser mesmo muito engraçado.

Neste exato momento, estou lamentando ter conhecido tão tardiamente um talento que se foi tão precoce.

Talvez você já tenha ouvido falar dele, já que a história de Yoñlu ganhou uma certa repercussão – e na verdade esse post não tem outra pretensão que se não aumentá-la, o pouco que seja.

Vinícius Gageiro Marques era o nome real de Yoñlu, garoto de Porto Alegre que compunha músicas, desenhava e tinha uma sensibilidade rara. Ele ganhou algum destaque na mídia por ter cometido o suícidio aos 16 anos, mas não quero discutir suas razões para isso, até porque não me sinto capacitado para essa discussão.

Uma grande matéria sobre Yoñlu foi feita pela revista Rolling Stone Brasil, em março de 2008. Não encontrei a matéria completa no website oficial da RS, mas há uma transcrição completa do material em um blog – para acessar, clique aqui. Nesta reportagem, há muitas informações sobre a história de Vinícius que certamente merecem ser lidas, pois dão uma dimensão da genialidade do gaúcho.

Para saciar a vontade dos fãs que Yoñlu deixou orfãos por toda a Internet (em uma rápida busca pela rede é possível perceber o quanto ele era querido), o artista teve um disco produzido postumamente, cujos lucros serão usados para investir em um site dedicado à sua produção artística, infelizmente tão curta. Abaixo, alguns links para vídeos no Youtube com algumas de suas canções.

Música que ele fez para Luana, amiga pela qual se apaixonou.

Versão da música de Vitor Ramil


Social Media Week: Humor, fakes e merchan

A Social Media Week acabou nesta sexta mas aqui no Culturópole ainda há tempo para mais um post sobre o maior evento de mídias sociais do mundo!

Antes de mais nada quero divulgar o link dos slides de uma das palestras que mais teve destaque ao longo da semana e foi generosamente cedido pelo pessoal da JWT Brasil. Clique aqui para acessar a apresentação de Verdades, Mentiras e Redes Sociais.

Os últimos dias de SMW tiveram um pouco de tudo. Incluindo muitas risadas.

Momento "tietando Rafinha Bastos" no SMW.

A mesa sobre Humor, com Xico Sá, Rafinha Bastos e.. o cara do Galo Frito (que é conhecido assim mesmo, como cara do Galo Frito :D) foi a que mais lotou o auditório da FAAP. Xico, supostamente o mediador, repetia a todo instante – entre um palavrão e outro – que não sabia o que estava fazendo ali, arrancando risos dos presentes. No momento mais sério da conversa, Rafinha explicou que a internet não chega a ser um meio de ganhar dinheiro diretamente; mas sim, que funciona como uma geradora de oportunidades. Sua própria carreira é um exemplo, já que ele começou a fazer vídeos e lançar na rede e hoje é apresentador do CQC e apresenta seus stand-up comedy em teatros. Mederijohn Corumbá (entendeu porque chamo ele de cara do Galo Frito?) falou que recebe em média 300 mil visitas em seus vídeos todos os dias. Com esse número impressionante, ele agora é chamado para novas oportunidades na carreira.

Na mesma linha do “muita piada e pouco conteúdo” (não estou reclamando, tá?), o SMW recebeu a galera que faz os fakes de Nair Bello, MussumAlive e Hebe Camargo. O que aprendi sobre redes sociais? Provavelmente nada. Mas dei muita risada. Com a liderança da “Nair”, todo mundo se levantou e abraçou a pessoa ao lado. Parando de tuítar um pouco.

Um pouco de contato real e menos redes sociais na palestras dos "fakes"

Depois de muitas piadas, era hora de algo sério no SMW.

E aqui tenho que destacar o que todo mundo apelidou de “palestra merchan”. Alguns dos patrocinadores obviamente tiveram palestras inseridas no meio da programação. Algumas, como a do presidente do Santander até traziam algum conteúdo mas não pareciam no formato correto, não prendendo atenção dos presentes. Talvez em um evento de Administração ele fosse aplaudido de pé, mas na Social Media Week não causou muita euforia.

Ao final dos cinco dias de discussões, poucas respostas. Posso ser repetitivo pois já disse isso, mas o fenômeno das mídias sociais é muito recente para ser analisado com precisão. O que foi várias vezes dito com relação a Publicidade especificamente foi que cada marca é uma marca, cada caso é um caso; há de ser feita uma ação específica para cada cliente.

Como tendência, o que foi apontado como irreversível foi o avanço do mobile. As empresas terão de investir nos celulares, que já são 200 milhões no Brasil, já que estar no bolso de tanta gente não tem preço.

Apesar do pouco número de respostas, o SMW foi um grande evento, muito bom de participar. Só por ter juntado tantos aficcionados por redes sociais ao longo dos cinco dias, o evento já está de parabéns. E graças ao sucesso dessa edição, espero que venha mais por aí em 2012 :)!

Para terminar, um vídeo deste blogueiro exausto, sentado no chão do lounge da Oi após dias de SMW.. mas ainda filmando para todo mundo ter uma ideia da loucura que era essa salinha. Enjoy it!


Pode ser Pepsi?

Em um de meus posts anteriores, citei propagandas que cucutam suas concorrentes – e exemplifiquei justamente com os clássicos vídeos do embate Pepsi vs Coca-Cola.

Frequentando a Social Media Week ao longo desses dias, entrei em contato com outro tipo de iniciativa: brincar com a mazela da marca para transforma-la em algo positivo.

Afinal, quem nunca presenciou um “Só tem Pepsi, pode ser?”

Criativa e engraçada, a nova campanha da Pepsi tem tudo para pegar 😉


Rede Brazucah está contratando!

Pessoal,

É com grande orgulho que venho trazer até vocês uma boa notícia!

Se você é universitário e curte cinema brasileiro, está rolando um processo de seleção para trabalhar na Rede Brazucah!

Caso não conheça, a Brazucah é uma iniciativa muito interessante que tem como objetivo divulgar o nosso cinema através de algumas ações desde distruibuição de material na rua a pre-estreias organizadas para um público que pode ajudar a elevar o boca-a-boca dos lançamentos na telona.

Já tive a oportunidade de fazer uns jobs com os caras e o pessoal é muito gente boa! E o melhor, para participar você só precisa ser estudante do ensino superior, não precisa sequer estar cursando algo relacionado a Cinema/Comunicação, basta amar a sétima arte e querer dar uma força para quem produz no nosso país!

Quer participar?

É só clicar aqui para se inscrever no processo de seleção.

Mas corre, hein! 🙂


Social Media Week: Giro pelo Mundo, Trollagem e PepsiCo

Com um pouco de atraso, o Culturópole conta tudo que rolou no segundo dia do maior evento de redes sociais do mundo, o Social Media Week.

A terça-feira foi bastante interessante e mostrou que a Social Media Week ainda terá muito o que mostrar nos próximos dias.

Para conseguir uma cadeira (e não desgrudar dela), cheguei bem cedo ao Centro de Convenções da FAAP.

A Fiat tem uma touch screen no SMW que mostra o carro do futuro desenhado através de ideias dos consumidores coletadas em todo mundo sobre como seria o "carro ideal"

 

Uma das melhores mesas até agora rolou as 16h, com a presença de Rosana Fortes e Juliana Costantino, da agência ClickIsobar. O tema era “Mídias Sociais em Giro Pelo Mundo”, e as duas publicitárias mostraram cases de sucesso em todo o mundo além de dados interessantes. Você sabia que o Facebook tem 8 novos cadastros por segundo? E que cada “curtir” seu no site vale U$1,07?

Fiquei encantado especificamente com um vídeo apresentado por elas, mostrando a empresa áerea holandesa KLM presentando seus passageiros graças a informações obtidas em social media. Brilhante trabalho. Confira você também:

Variando um pouco o foco do evento, muito centrado no Twitter, elas apresentaram vários trabalhos voltados a Foursquare, como ações que premiam a fidelidade de quem frequenta uma empresa e dá “check-ins” várias vezes no local. Chamou atenção do público presente também o caso de um supermercado americano que trabalha suas ofertas no Tumbrl, cujo link eu estou a procura e postarei aqui assim que conseguir 🙂

Outro ponto alto do SMW foi a “Valores ds Web – Já Quebramos os Paradigmas da Mudança?”, que se centrou mais em empreendedorismo na web. Com a presença do pessoal do site Jovem Nerd e de Pablo Handl (da iniciativa The Hub, que vale a pena conferir), a conversa destacou desde como a galera nerd conseguiu o apoio de um grande portal e tem até uma loja a parte do site para vender camisetas a como o The Hub faz um meio-de-campo para conectar pessoas.

O SMW recebe o pessoal mais conectado do Brasil!

A aguardada “Don’t Feed The Trolls (Or Do It)” foi uma discussão a parte na SMW. Totalmente descontraída, com mais piadas do que conversa séria, a conversa arrancou risadas da plateia e trollou alguns participantes presentes que queriam levar a sério demais o que simplesmente não deve ser. Ótimo para descontrair e seguirmos para a “Canal Direto: Empresas x Consumidores”, que não tem muito o que ser comentada – foi bem parada, sendo que as piadinhas enviadas com a hashtag #smwsp e apareciam no telão chamavam mais atenção do que o papo dos palestrantes.

Por fim, o gringo (e muito simpático) Bonin Bough roubou a cena e prendeu a atenção na palestra “Um olho no globo, outro na twittada”. O diretor global do setor Digital da PepsiCo fez uma apresentação animada e contou um pouco da estratégia de sua empresa para os novos tempos de social media. Vale destacar sua informação de que quando a Pepsi anunciou que deixaria de anunciar no Super Bowl (evento mais disputado da publicidade mundial), a repercussão gerada foi maior do que se eles simplesmente tivessem investido milhões de dólares e ainda tivessem que disputar a atenção com todos os outros comerciais. A ação chamou ainda mais atenção porque a PespiCo decidiu investir esse dinheiro no projeto Refresh – que financia ideias para gerar um mundo melh0r. O vídeo apresentado foi muito interessante:

Este blogueiro já está atrasado para o terceiro de Social Media Week, ou ficará "descadeirado" pelo resto do dia.

Não deixe de conferir a cobertura pelo twitter do Culturópole e os posts diários resumindo o que rolou de melhor (e pior) nesse grande evento!

Especial Social Media Week

Social Media Week #1 - Primeiras impressões

Social Media Week #0 - Pré-Evento


Social Media Week: Primeiras impressões

Especial Social Media Week. #1 – Primeiras impressões

Teve início hoje a aguardada Social Media Week em São Paulo, e o Culturópole esteve lá para conferir tudo de perto!

A organização do evento está praticamente impecável. Só faltou acertar meu nome..

Logo de cara, fui surpreendido com a atmosfera do SMW. Passar pela porta do Centro de Convenções da FAAP foi como uma viagem a outro mundo; um mundo bastante tecnológico, aliás.

O número de pessoas com aparelhos eletrônicos surpreendeu mesmo para esse tipo de evento – parece que todo mundo estava de olho em uma tela, seja ela de um smartphone, um notebook ou um tablet. Com o Wi-Fi liberado, a celebração das redes sociais estava completa. Além de alguns snacks distruibuidos gratuitamente pela PepsiCo, os geeks de plantão receberam como mimo um caprichado lounge da Oi, que transmite as palestras e discussões via streaming e tem uma decoração toda modernosa.

 

Cada um no seu quadrado!

 

Mas estava faltando o principal: as palestras!

De um modo geral, as discussões que deram o pontapé inicial ao SMW foram bastante interessantes, sendo que as que mais chamaram atenção foram a sobre os Trending Topics do Twitter e a sobre Gestão de Marca nos tempos de redes sociais. Muitas ideias, muitas perguntas e nem tantas respostas. Esse é o ponto principal que notei: o SMW está aí para fazer perguntas, e não responde-las. Não há receita de bolo para lidar com as novas mídias, e o encontro de pessoas da área prova isso, pois nem mesmo os especialistas tem noção exata desse fenômeno tão recente.

Ainda durante as palestras, teve destaque um telão que ficava logo ao lado dos convidados, de frente para a plateia. Funciona ali um radar de tweets, que mostra tudo que está sendo “twittado” com a hashtag #smwsp. Fiz um teste através do @culturopole e de fato funciona; o que escrevi realmente apareceu na tela para todos os presentes.

Assim como nas redes sociais, o radar de tweets não tem censura, e algumas vezes piadas sobre os palestrantes foram enviadas, sendo que em diversas oportunidades, as próprias “vítimas” deram risada do que foi postado. Outra coisa a se destacar foi o spam, como não poderia deixar de ser. Como a hashtag do evento foi parar nos TT, diversos vírus e outros tipos de lixo eletrônico usaram o SMW para se disseminar, o que também era publicado ao vivo no telão. Problemas das redes sociais, problemas do SMW.

Entre uma palestra e outra, os visitantes ainda podiam brincar com o novo acessório do Xbox 360, o Kinect, no stand da Gatorade e até tirar uma foto com o mascote do portal iG 😉

 

Todo mundo queria uma foto com o mascote do iG!

A Social Media Week vai até o dia 11 e o Culturópole seguirá com atualizações ao final de cada no blog e a cobertura ao vivo através do Twitter!

Especial Social Media Week

Post #0:  pré-evento